Shandala: palavra de tradição hindu, mais especificamente do alfabeto fonético sânscrito, e representa um grupo pertencente à pais, raças ou castas diversas. O termo designa um grupo mestiço, que não tem uma origem única, que se mistura com outros povos, outras culturas, outros valores. Esta palavra também denota um ser transgressor em sua própria origem, e, neste sentido, o grupo tece o seu perfil na medida em que busca trabalhar com diferentes elementos, diversas origens, ultrapassando as fronteiras culturais a fim de favorecer um encontro de universos e referências.

O Nome

Origem

e Percurso

O Shandala foi formado em 2010, com a proposta de realizar um trabalho musical artístico que reúne saberes e diversas linguagens através de um processo de pesquisa, vivência e criação.
 

O coletivo Shandala não busca apenas comunicar o público, mas situá-lo para além da contemplação auditiva. Um projeto que traz em seus cantos, danças, gestualidade e estética, elementos de culturas que representam a relação com a terra, a força da natureza, a luta de resistência, a criação.
 

Ao longo desses anos, o Shandala tem buscado se fortalecer enquanto grupo e projeto musical através de parcerias e encontros com espaços e agentes culturais. Foram diversas as apresentações que o grupo realizou no interior e capital de São Paulo.
 

 

Em 2010, apresentações em Assis (SP), como: o Festival Universitário da UNESP; o evento de Educação e Música Experimental que ocorreu no Teatro Municipal, apresentação no III Seminário do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Linguagem, Ensino e Narrativas de Professores (GEPLENP) na UNESP.
 

Em 2011 é importante pontuar a apresentação do grupo no encerramento do IV Encontro de Palhaços, organizado pela ONG CIRCUS e viabilizado pelo ProAC; apresentação no IX Fórum Regional e XI Fórum Internacional de Educação Popular do Oeste Paulista, em Lins, onde o Shandala se apresentou com o Grupo Pau e Lata de Natal (RN) e com o Cacique Kairrá da Tribo Kariri-Xocó de Alagoas; em um vernissage da Exposição Mulheres Africanas de Surama Caggiano no espaço Reciclamundo, em São Paulo; e no Encontro de Educação Popular em Saúde, do Sesc Santo André.
 

Em 2012, parcerias importantes foram feitas com outros espaços culturais: o grupo realizou apresentação no Moitará Cultural, em Bauru; e no Ponto de Cultura Arapoty Cultural, em Itapecerica da Serra. Participou do XX Festival InterUnesp de MPB, premiado como quinto colocado pelos juris e por aclamação popular; se apresentou no III Festival da Palavra, realizado pela UNESP Assis e Chama Poética – produções artísticas, tendo como parceiros a Proex, Poiesis (Oficinas Culturais), Sesc e Governo do Estado de São Paulo; e no II Festival Regional de Música de Tarumã, onde recebeu o prêmio de segundo lugar.
 

Em 2013, o grupo se apresentou no encerramento do XII FETEAPP – Festival de Teatro de Paraguaçu Paulista em parceria com o Programa Oficinas Culturais Tarsila do Amaral de Marília.

 

Em 2014, o grupo se apresentou no Atelier Compartilhado da Ocupação Casa Amarela (Consolação) e no Sarau Terra Dura (Butantã), ambos em São Paulo (SP). Também participou do Projeto Ensaio Aberto em Santana de Parnaíba (SP). E por ocasião do Dia da Consciência Negra, o Shandala participou do Encontro em homenagem póstuma à Mãe Sylvia de Oxalá no Acervo da Memória e do Viver Afrobrasileiro (Centro Cultural Jabaquara/SP).

 

Em 2015, o Shandala participou do IIIº Festival de Música Regional de Tarumã (SP), e do Festival Sagarana “Feito Rosa para o Sertão” – Sagarana (MG), e se apresentou no  Centro Cultural Butantã – São Paulo (SP).

Em 2016, o grupo  participou do Encontro de Práticas Corporais do SESC Sorocaba (SP) e da 4ª edição do projeto Som da Casa, no Galpão Cultural Lua Barbosa, em Presidente Prudente (SP), além de ter realizado apresentações no espaço cultural Ocariri, no bar Brazileria e na Escola da Vila, todos em São Paulo (SP).

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

“O andarilho. – Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a Terra – e não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe. Mas ele observará e terá olhos abertos para tudo quanto realmente sucede no mundo; por isso não pode atrelar o coração com muita firmeza a nada em particular; nele deve existir algo de errante, que tenha alegria na mudança e na passagem” (Nietzsche)

O grupo se inspira tanto nos mestres populares e grupos tradicionais, quanto em artistas que trazem em seus trabalhos influências da música brasileira e música do mundo. Busca estar a campo, vivenciando as manifestações tradicionais, a maneira que os mestres tocam, que os cantos são entoados e a forma que este fazer da cultura acontece no cotidiano dessas comunidades. Assim, músicas de domínio público, cantigas e toadas são retratadas através de um processo de releitura, aproximando diferentes manifestações culturais.

Siba 

Tião Carvalho
Ana Maria Carvalho 
Nilton Júnior
Sérgio Cassiano 
Projeto Cru

 

Artistas interpretados

pelo Shandala 

 

Referências